Kinnahauk fitava incrédulo a criatura pálida e frágil deitada na areia. Então era aquela a virgem que o grande Espírito lhe prometera trazer do outro lado das águas? A marca feita a fogo na testa da moça branca confirmava a profecia.
Temerosa, Bridget examinou o magnífico selvagem seminu que tinha diante de si. Com certeza ela estava longe das colônias inglesas e do fazendeiro com quem prometera se casar. Seria possível que tivesse escapado de morrer queimada como feiticeira na Inglaterra apenas para cair prisioneira de um índio de olhos dourados?
Fugir era o único pensamento claro na mente atordoada de Bridget enquanto Kinnahauk apertava os punhos com força e erguia os olhos para o céu que começava a escurecer.
Só podia ser um castigo dos Deuses !!
Perfeição é o que posso dizer desse livro. Sabe esse é um livro que indico para as pessoas que acham que romance de banca é mera “cultura inútil”. É um livro onde você pode encontrar uma retratação maravilhosa do período de caça às bruxas na Inglaterra e da “conquista” do Novo Mundo. Um livro que traz conhecimentos históricos, sociais e antropológicos sobre a época e a situação retratada.
Kinnahauk, chefe de seu povo, passou desde sua adolescência até a sua vida adulta esperando a virgem que o ajudaria a salvar seu povo, a virgem prometida pelos Deuses para ser a sua oquio (companheira/esposa).
Os deuses revelaram ao bravo guerreiro que sua oquio viria e ele a reconheceria por ela carregar a sua marca na fronte. E desde que a Voz que Sussura revelou isso, Kinnahauk espera por sua oquio, uma mulher que carregasse na fronte a marca que ele carregava no peito.
Além mar Bridget sofre acusada de bruxaria, simplesmente por ter conhecimento de ervas, para ela só existem duas saídas, morrer na forca ou se deixar ser vendida como noiva a um homem das colônias do novo mundo, Bridget prefere viver, mas vai para o Novo Mundo carregando na fronte a marca da intolerância, por foi marcada na fronte a ferro e fogo para que todos soubessem que se tratava de um bruxa.
Um romance histórico encantador, a Bronwyn Williams acertou em cheio nesse romance, pois o fundo histórico está maravilhoso e a retratação da cultura nativo-americana está perfeita, retratação dos hábitos, lendas e costumes. Sou suspeita para falar por ter uma certa queda por romances com temática indígena, afinal sou uma devorada de José de Alencar, além de conterrânea.
Vale muito a pena dar uma voltinha no sebo e adquirir um exemplar de Feitiço Branco. Comprem no sebo, peça emprestado, comprem na internet, mas leiam. O livro é antigo? É. A capa é feia? É horrível. Mas isso em nenhum momento tira o brilhantismo e a qualidade que a Bronwyn Williams consegue exprimir nesse livro. E clássico são atemporais. Não basta ler apenas lançamentos. Românticas, leiam.
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4
comentários:
Solange
disse...
Não sou muito fã de livro sobre indios, mas esse eu gostei e teve um outro que o nome é alguma coisa do ceú que tb gostei. Mas como cada um tem o seu..rs Bjos
Uma pena acharem leitura de banca uma “cultura inútil”, então por aí tem muita gente que ler e se orgulha disse rsrsrsr. Eu ainda não li esse livro, vou incluir na minha lista.
Não sou muito fã de livro sobre indios, mas esse eu gostei e teve um outro que o nome é alguma coisa do ceú que tb gostei. Mas como cada um tem o seu..rs
Bjos
Gostei da resenha, apesar de ler poucas coisas sobre índios achei mto legal =)
Andy_Mon Petit Poison
Uma pena acharem leitura de banca uma “cultura inútil”, então por aí tem muita gente que ler e se orgulha disse rsrsrsr.
Eu ainda não li esse livro, vou incluir na minha lista.
Beijos
tbém gosot muito!
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